EPIDAURO - A cidade grega da saúde integral

Na antiga Grécia havia uma cidade para onde as pessoas iam, não só  pelos eventos culturais e esportivos que lá aconteciam, mas também para se conhecer melhor e buscar a saúde. Essa era a cidade de Epidauro, a cidade de Asclépio. Segundo a Mitologia Grega, Asclépio, filho do deus Apolo e da mortal Corônis, teria sido educado por Quirão, o “curador ferido”. Quirão, em grego Kheiron, foi a figura mitológica de um centauro, um grande médico, que sabia compreender seus pacientes, pois aprendeu a cuidar de outros buscando a cura de sua própria ferida.

 

Asclépio desenvolveu em Epidauro uma verdadeira escola de medicina que abriu caminho para uma  medicina bem mais científica, com muitos seguidores, dentre os quais podemos citar Hipócrates. A base dessa medicina praticada em Epidauro era a “nooterapia”, a saúde pela mente. Só havia cura total do corpo quando primeiro se curava a mente. Em outros termos, só existia a cura, quando havia a metanoia, ou seja, a transformação dos sentimentos.

 

Pessoas de diversos lugares, em busca de sua cura, passaram a ir até Epidauro para prestar culto, tanto ao lado divino, como ao lado  heróico de Asclépio, já que, tratando-se de um herói que foi deificado, participava da natureza humana e divina. A cidade então se tornou um centro espiritual e cultural de saúde integrativa, com ênfase no autoconhecimento e na busca da real identidade da pessoa. Seus métodos se valiam de atividades esportivas, culturais, autocuidado, práticas espirituais, interpretação dos sonhos, entre outras práticas que a contemporaneidade ressuscitou como “terapias alternativas”, mas que, de fato, são práticas muito mais antigas do que pensávamos. A medicina indiana Ayurveda, por exemplo, que surgiu na Índia há mais de 3 mil anos, possui também como pressuposto a saúde integrando mente, corpo e espírito. Diversos povos acreditam desde os primórdios que estes são inseparáveis e a promoção e preservação da saúde, assim como a longevidade, dependem do autoconhecimento e do autocuidado.

 

Nesse processo, a pessoa não é vista como paciente, mas como sujeito, pessoa ativa e responsável pelo seu processo de desenvolvimento, fortalecimento e transformação.

 

Inspiradas na cidade de Epidauro, trazemos o Instituto Epidauro, como um facilitador, através dos meios educacionais para o autoconhecimento e autocuidado, para que você possa viver plenamente com saúde, harmonia e longevidade.

 

Referência: BRANDÃO, Junito de Souza. Mitologia Grega, Volume II Petrópolis 2005